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O amuleto perdido

IOV  –  ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DE FOLCLORE E ARTES POPULARES

Se visitarmos grande parte das casas brasileiras, vamos encontrar logo na entrada um olho grego ou um elefante virado de costas. E se perguntarmos para que serve uma carranca, a maioria não saberá nos responder. Assim como a maioria dos elementos folclóricos que compõe a nossa cultura popular brasileira, não se sabe ao certo a origem real de nossas carrancas.

Alguns estudiosos atribuem o seu surgimento à cultura indígena, outros aos cultos africanos e outros ainda, às referências das embarcações europeias. Sabemos que os primeiros registros são de 1888 dos livros de Antônio Alves Câmara e Durval Vieira de Aguiar, e eram utilizadas como um amuleto na proa das embarcações que navegavam o Rio São Francisco levando mercadorias de Pirapora (MG) à Juazeiro (BA) com o intuito de afugentar os espíritos malignos que habitavam as águas do rio, afastar maus presságios e atrair peixes. Logo, estas peças se tornaram também utilizadas nas portas das casas para afastar o mal e trazer boa sorte.

São figuras bastante interessantes do imaginário popular brasileiro que mesclam características humanas e animalescas compondo com muito valor a diversidade do nosso artesanato.

É uma pena o povo brasileiro ser tão vulnerável à culturas estrangeiras e ter tão pouco conhecimento de sua própria identidade. Isto nos enfraquece como nação.

Matéria enviada por:

Gustavo Colares

Membro IOV Brasil