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Sérgio Ricardo Nascimento.

História da vida de um artista popular:

Nascido em 23 de fevereiro de 1963 tendo pai um exímio jardineiro e mãe uma excelente cozinheira, mas não passaram de empregados domésticos, na maternidade São Paulo na capital do estado em uma noite de carnaval veio ao mundo no meio da agitação que nesta época ocorria nas imediações da Av. Paulista.

Desde muito tenro foi criado na cidade de Cotia, no nobre Bairro Granja Vianna em um sítio da família, sempre agitado e com a cabeça criativa e sonhadora, inventava diversos brinquedos com seus outros 5 irmãos, 6 meninos que desde cedo viveram em um dos bairros mais afamados de São Paulo, mas oriundos de família humilde com muito pouco recursos, mas com muitos valores morais e éticos, princípios que todo tem em nossa essência.

– Sempre foi envolvido com o coletivo e defesa dos diretos mesmo quando este era crime reivindicar, aos nove anos já alfabetizado não aceitava a imposição que os livros teimavam em mostrar as pessoas de cor preta, vindo a participar de reuniões clandestinas ainda dentro do Regime Militar pelos direitos de igualdade aos negros.

Mantive sua cabeça sempre aberta e visão aguçada na busca do saber, mas as condições cedo o obrigaram ao trabalho, sobrando um estudo noturno para uma formação aceitável as necessidades, nesta frenética agitação os livros sempre lhe foram companhias e guias instrutivos, por assim dizer, vicio incutido pelo seu pai que sempre estava às voltas com livros, revistas e jornais.

O que nunca cessou foi sua veia criativa, virava e mexia fazia uma peça artesanal, até que um dia se esbarrou com um grupo e soube o que era ser artesão, nascia ali a especialização no trabalho com a matéria-prima o bambu, foram anos até que o capitalismo falou mais auto, mas manteve sempre acessa a chama artesanal dentro de si fazendo peças para presentear e de uso próprio.

Dedicação total ao artesanato veio a partir de 2009, após sofrer um acidente trabalhista dentro da área da Petrobras onde exercia o cargo de Eletrotécnico, passou a ocupar mais o tempo em suas criações. Outra reviravolta viria em sua vida ao se mudar para o nordeste, no estado de Alagoas as margens do São Francisco na cidade de Penedo, descobriu que ali não teria sua mátria prima o bambu par fazer suas peças, foi então que veio a desenvolver uma nova técnica reutilização dos galhos de árvores que são podados na área urbana e rural da cidade.

O artesanato hoje e sua maior riqueza, vindo residir em um estado onde a pluralidade artesanal e altamente diversificada e os artesãos dominam as mais variadas técnicas, observou que estes estavam sem um norte, lhes faltava representatividade e tinham muito pouca visibilidade, sendo do seu feitio os agrupou, falou a respeito do associativismo e foi o idealizador e Fundador da Associação doa Artesãos de Penedo AL, apelidada de Art Pen, os projetou nas redes sociais, abriu espaços para feiras mensais de artesanato na cidade o que não tinha, buscou e busca até hoje informações relevantes e de importância para este segmento local.

Sua luta e seu desempenho chamou a atenção de outros artesãos de outras localidades sendo respeitado como artesão alagoano foi convidado para fazer parte da Diretoria da Federação das Associações e Cooperativas do Estado de Alagoas, apelidada de FALARTE onde está desempenhando a função de Vice-Presidente, tendo a proteção de viajar por todo estado aglutinando o máximo de artesãos em associações federadas para temos maior poder de força nas reivindicações das Políticas Públicas para o setor artesanal.

O artesanato e primo próximo da cultura popular e também do folclore mundial, onde andam sempre juntos, como o limite que nos dá e DEUS, este incansável e otimista por natureza ainda pretende realizar muitas coisas pelo coletivo.

Nesta nova fase e com estes compromissos, segue fazendo seus abajures, utilizando seus conhecimentos elétricos unindo a sua criatividade e faz surgir belíssimos e exclusivos abajures.

Todo o processo começa com o tratamento da madeira com secagem natural, opôs alguns cortes e ajustes vem o descascamento dos galhos ou troncos para sofrerem a raspagem que é feita com pedaços de vidros mantendo assim os detalhes naturais da madeira neste momento já estão prontos para serem perfurados internamento  independente de seus tamanhos ou diâmetros por onde será passado o cabo elétrico, sem biparti ou parti a peça só, perfurado somente. O próximo passo e o tratamento contra pragas que demanda cuidados por conta do uso de produtos tóxicos, passada esta primeira fase, vamos ao termino com os detalhes e acabamentos de onde nasce uma bela peça artesanal.