IOV – ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DE FOLCLORE E ARTES POPULARES
REGIMENTO OFICIAL
ACADEMIA BRASILEIRA DA CULTURA JUNINA
Núcleo Acadêmico da IOV Brasil
CAPÍTULO I
DA NATUREZA, FINALIDADE E VINCULAÇÃO
Art. 1º – A Academia Brasileira da Cultura Junina (ABCJ) é um núcleo acadêmico-cultural vinculado institucionalmente à IOV Brasil – Organização Internacional de Folclore e Artes Populares, dedicada à preservação, valorização, pesquisa, salvaguarda e difusão da Cultura Junina Brasileira em todas as suas expressões.
Art. 2º – A Academia tem caráter cultural, educativo, simbólico e honorífico, não possuindo fins lucrativos, sendo regida pelos princípios da tradição, da memória coletiva, da diversidade regional e do respeito aos saberes populares.
Art. 3º – A Academia reconhece a Cultura Junina como patrimônio vivo do povo brasileiro, expressão legítima da identidade nacional e campo de produção de conhecimento, arte e cidadania cultural.
CAPÍTULO II
DOS OBJETIVOS INSTITUCIONAIS
Art. 4º – São objetivos da Academia Brasileira da Cultura Junina:
I – Valorizar mestres, brincantes, artistas, pesquisadores e agentes da Cultura Junina;
II – Produzir e difundir conhecimento técnico, histórico e simbólico sobre a Cultura Junina;
III – Assessorar festivais, eventos, grupos e políticas culturais ligadas ao ciclo junino;
IV – Fortalecer a identidade regional e nacional das manifestações juninas;
V – Contribuir para a formação ética, estética e cultural das novas gerações;
VI – Atuar em consonância com os princípios e diretrizes da IOV Brasil.
CAPÍTULO III
DAS CATEGORIAS DE MEMBROS
Art. 5º – A Academia Brasileira da Cultura Junina é composta pelas seguintes categorias de membros:
I – Equipe de Assessoria Estadual
Art. 6º – A Equipe de Assessoria Estadual é composta por membros indicados para representar tecnicamente a Academia em cada estado da federação.
Compete à Assessoria Estadual:
I – Atuar como ponte entre a Academia e os fazedores de cultura do estado;
II – Auxiliar na organização de ações formativas, encontros e debates regionais;
III – Contribuir com pareceres técnicos, pesquisas e mapeamentos culturais;
IV – Apoiar a indicação de novos membros e Mestres da Academia.
II – Membros Representantes Delegados Regionais
Art. 7º – Os Membros Delegados Regionais representam a Academia nas grandes regiões do país (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul).
Compete aos Delegados Regionais:
I – Representar oficialmente a Academia em eventos e articulações regionais;
II – Articular ações integradas entre estados da mesma região;
III – Zelar pelo cumprimento do Regimento e das diretrizes institucionais;
IV – Contribuir para o fortalecimento da Cultura Junina em âmbito regional.
III – Equipe Diretiva da Academia
Art. 8º – A Equipe Diretiva é o órgão de coordenação, gestão e representação institucional da Academia.
Compete à Equipe Diretiva:
I – Planejar e executar as ações estratégicas da Academia;
II – Representar a Academia junto à IOV Brasil e instituições parceiras;
III – Deliberar sobre admissões, outorgas e ações institucionais;
IV – Zelar pela ética, tradição e imagem da Academia;
V – Presidir solenidades, sessões acadêmicas e atos oficiais.
IV – Mestres Imortais da Academia Brasileira da Cultura Junina
Art. 9º – Os Mestres Imortais constituem o mais alto grau honorífico da Academia, sendo outorgado a personalidades de reconhecida trajetória, saber e contribuição histórica à Cultura Junina Brasileira.
Art. 10º – O título de Mestre Imortal é vitalício, simbólico e honorífico, representando o reconhecimento público da sabedoria popular acumulada ao longo de uma vida dedicada à cultura.
Compete aos Mestres Imortais:
I – Atuar como guardiões da memória e dos saberes da Cultura Junina;
II – Inspirar novas gerações por meio de sua trajetória e exemplo;
III – Contribuir com pareceres culturais, quando convidados;
IV – Representar simbolicamente a Academia em atos solenes;
V – Integrar o Conselho de Mestres da Academia.
CAPÍTULO IV
DOS CRITÉRIOS PARA OUTORGA DO TÍTULO DE MESTRE IMORTAL
Art. 11º – Para ser outorgado como Mestre Imortal da Academia Brasileira da Cultura Junina, o candidato deverá atender, preferencialmente, aos seguintes critérios:
I – Reconhecida atuação na Cultura Junina por período mínimo de 20 anos;
II – Contribuição efetiva para a preservação, transmissão ou inovação responsável da tradição junina;
III – Reconhecimento público e comunitário de sua trajetória;
IV – Conduta ética e compromisso com os valores da cultura popular;
V – Indicação formal aprovada pela Equipe Diretiva da Academia.
CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 12º – A Academia Brasileira da Cultura Junina poderá criar comissões, conselhos, cátedras simbólicas e projetos especiais, conforme suas necessidades institucionais.
Art. 13º – Este Regimento entra em vigor na data de sua aprovação pela IOV Brasil, podendo ser revisado mediante deliberação institucional.
DISPOSIÇÃO FINAL
A Academia Brasileira da Cultura Junina nasce para honrar o passado, iluminar o presente e preparar o futuro.
Porque onde há fogueira acesa, há memória viva.
E onde há mestre, há caminho.
APRESENTAÇÃO DAS CADEIRAS
Mestres Imortais da Cultura Junina
🪑 CADEIRA Nº 01 – A FOGUEIRA ANCESTRAL
“Invocamos a Fogueira Ancestral, símbolo do fogo que reúne, aquece e protege.
Aqui habita o rito primeiro, a fé compartilhada e o tempo circular da tradição.”
🪑 CADEIRA Nº 02 – O SÃO JOÃO DO NORDESTE
“Invocamos o São João do Nordeste, berço da cultura junina brasileira,
onde o povo transformou devoção em festa e resistência em celebração.”
🪑 CADEIRA Nº 03 – A QUADRILHA MATUTA
“Invocamos a Quadrilha Matuta, dança do povo simples,
onde cada passo conta uma história e cada gesto guarda memória.”
🪑 CADEIRA Nº 04 – A QUADRILHA ESTILIZADA
“Invocamos a Quadrilha Estilizada,
ponte entre tradição e espetáculo, inovação que não rompe a raiz.”
🪑 CADEIRA Nº 05 – O FORRÓ DE RAIZ
“Invocamos o Forró de Raiz,
som que nasce da sanfona e ecoa no coração do povo.”
🪑 CADEIRA Nº 06 – O BAIÃO E O XOTE
“Invocamos o Baião e o Xote,
ritmos que ensinam o corpo a contar a história do sertão.”
🪑 CADEIRA Nº 07 – O BALÃO E O SÍMBOLO
“Invocamos o Balão e os símbolos juninos,
linguagem silenciosa que comunica fé, sonho e pertencimento.”
🪑 CADEIRA Nº 08 – O CASAMENTO MATUTO
“Invocamos o Casamento Matuto,
teatro do povo que ri de si mesmo e ensina com humor e sabedoria.”
🪑 CADEIRA Nº 09 – O ARTESÃO DA FESTA
“Invocamos o Artesão da Festa,
mãos que transformam matéria simples em beleza coletiva.”
🪑 CADEIRA Nº 10 – A CULINÁRIA DA FOGUEIRA
“Invocamos a Culinária da Fogueira,
saber que alimenta o corpo e fortalece os laços da comunidade.”
🪑 CADEIRA Nº 11 – O MESTRE SANFONEIRO
“Invocamos o Mestre Sanfoneiro,
guardião do som que conduz a dança e emociona gerações.”
🪑 CADEIRA Nº 12 – A VOZ DO POVO
“Invocamos a Voz do Povo,
palavra cantada, contada e transmitida de boca em boca.”
🪑 CADEIRA Nº 13 – A JUVENTUDE JUNINA
“Invocamos a Juventude Junina,
promessa de continuidade e renovação da tradição.”
🪑 CADEIRA Nº 14 – A MULHER DA TRADIÇÃO
“Invocamos a Mulher da Tradição,
guardiã silenciosa, liderança firme e memória viva.”
🪑 CADEIRA Nº 15 – O BRINCANTE POPULAR
“Invocamos o Brincante Popular,
aquele que transforma alegria em resistência cultural.”
🪑 CADEIRA Nº 16 – O FIGURINO SIMBÓLICO
“Invocamos o Figurino Simbólico,
vestimenta que fala, identifica e conta histórias.”
🪑 CADEIRA Nº 17 – A COREOGRAFIA DO POVO
“Invocamos a Coreografia do Povo,
movimento que nasce do chão e se eleva como linguagem cultural.”
🪑 CADEIRA Nº 18 – O FESTIVAL JUNINO
“Invocamos o Festival Junino,
espaço de encontro, visibilidade e salvaguarda da tradição.”
🪑 CADEIRA Nº 19 – O MESTRE DE QUADRILHA
“Invocamos o Mestre de Quadrilha,
líder comunitário, formador e referência de gerações.”
🪑 CADEIRA Nº 20 – O SABER DO CAMPO
“Invocamos o Saber do Campo,
memória da terra, da colheita e do tempo natural.”
🪑 CADEIRA Nº 21 – O NORTE JUNINO
“Invocamos o Norte Junino,
onde a tradição dialoga com rios, florestas e ancestralidade.”
🪑 CADEIRA Nº 22 – O CENTRO-OESTE POPULAR
“Invocamos o Centro-Oeste Popular,
território de encontros, migrações e sínteses culturais.”
🪑 CADEIRA Nº 23 – O SUDESTE JUNINO
“Invocamos o Sudeste Junino,
onde o rural e o urbano se encontram na festa.”
🪑 CADEIRA Nº 24 – O SUL TRADICIONAL
“Invocamos o Sul Tradicional,
expressão das heranças culturais integradas ao calendário junino.”
🪑 CADEIRA Nº 25 – O SABER ACADÊMICO POPULAR
“Invocamos o Saber Acadêmico Popular,
registro, pesquisa e proteção da memória coletiva.”
🪑 CADEIRA Nº 26 – A MEMÓRIA VIVA
“Invocamos a Memória Viva,
tempo que ensina, ancestralidade que orienta.”
🪑 CADEIRA Nº 27 – O FUTURO DA TRADIÇÃO
“Invocamos o Futuro da Tradição,
inovação com raiz, continuidade sem ruptura.”
“Que cada cadeira aqui invocada permaneça viva, e que cada Mestre Imortal seja digno guardião do saber que lhe é confiado.”
JURAMENTO SOLENE DOS MESTRES IMORTAIS
ACADEMIA BRASILEIRA DA CULTURA JUNINA
Núcleo Acadêmico da IOV Brasil
“Eu, ________________________________,
aqui chamado(a) à condição de Mestre Imortal
da Academia Brasileira da Cultura Junina,
diante da memória ancestral do povo brasileiro,
dos mestres que abriram caminhos,
das comunidades que sustentam esta tradição
e da IOV Brasil, guardiã do patrimônio cultural dos povos,
assumo, em caráter perpétuo e irrevogável,
o compromisso de proteger, orientar, salvaguardar
e transmitir a Cultura Junina Brasileira
como herança viva, sagrada e coletiva.
Juro honrar os saberes tradicionais,
respeitar as raízes regionais,
defender a autenticidade das manifestações juninas
e combater toda forma de apagamento, descaracterização
ou desrespeito à cultura do povo.
Juro exercer a função de Mestre
não como título de vaidade,
mas como missão, serviço e responsabilidade histórica,
sendo referência ética, cultural e simbólica
para artistas, grupos, pesquisadores e futuras gerações.
Juro zelar pela dignidade desta Academia,
orientar seus rumos quando chamado(a),
preservar sua memória institucional
e sustentar seus princípios com palavra, gesto e exemplo.
E declaro, diante desta Assembleia,
que minha trajetória, meu saber e minha vida cultural
passam a integrar, de forma permanente,
o corpo simbólico desta Academia.
Se fiel for a este juramento,
que meu nome permaneça digno da Imortalidade Cultural
que hoje me é outorgada.
Assim prometo. Assim assumo. Assim permaneço.”