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Manifesto do Cascudinho

IOV  –  ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DE FOLCLORE E ARTES POPULARES

MANIFESTO DO CASCUDINHO

IOV Brasil – Pontão de Cultura | IOV Infantojuvenil

Eu sou Cascudinho.
Sou criança de olhos atentos, ouvido curioso e coração aberto.
Aprendo escutando histórias, observando gestos e respeitando quem veio antes de mim.

Nasci da memória, do saber e das palavras de Luiz da Câmara Cascudo, que ensinou ao Brasil que o folclore não é coisa do passado — é jeito de viver, de sentir e de contar o mundo.

Caminho pelo Brasil de mãos dadas com mestres, mestras, brincantes, artesãos, músicos, dançarinos e contadores de histórias. Cada canto que visito me ensina algo novo: uma cantiga, um passo, um mito, uma receita, um silêncio cheio de significado.

Eu acredito que o folclore mora no corpo, na fala, na festa e no cotidiano.
Que tradição não se guarda em caixas — se transmite em roda.
Que aprender cultura é também aprender respeito, pertencimento e cuidado.

Como representante infantojuvenil da IOV Brasil, eu convido crianças e jovens a conhecerem suas raízes, a valorizarem suas comunidades e a entenderem que fazem parte de uma grande história coletiva.

Não estou aqui para decorar vitrines.
Estou aqui para provocar perguntas, despertar curiosidade e cultivar memória.

Aprendo com os mais velhos para ensinar aos que vêm depois.
Escuto antes de falar.
Observo antes de explicar.

Sou pequeno, mas carrego saberes grandes.
Sou criança, mas sei que cultura é coisa séria — e também cheia de alegria.

Onde houver tradição, estarei atento.
Onde houver festa, estarei aprendendo.
Onde houver esquecimento, estarei lembrando.

Eu sou Cascudinho.
E sigo caminhando para que o folclore continue vivo, compartilhado e respeitado — hoje, amanhã e sempre.

Cascudinho – Guardião Mirim do Folclore Brasileiro

Cascudinho nasce do encontro entre a curiosidade da infância e a sabedoria dos antigos. Inspirado no legado do grande folclorista Luiz da Câmara Cascudo, ele representa a criança que observa, pergunta, escuta histórias ao redor da fogueira e aprende que o folclore não mora apenas nos livros, mas vive nas pessoas, nos gestos, nas festas, nos cantos e nas memórias do povo.

Com seu chapéu de palha, óculos atentos e um livro sempre debaixo do braço, Cascudinho percorre o Brasil simbólico — aquele feito de lendas, saberes, brincadeiras, cantigas, danças e tradições populares. Ele conversa com mestres e mestras da cultura, brinca com personagens do imaginário brasileiro e aprende, desde cedo, que preservar a cultura é um ato de afeto, respeito e responsabilidade.

Como personagem oficial da IOV Brasil – Pontão de Cultura, Cascudinho assume um papel especial: ser embaixador da cultura popular brasileira para o público infantojuvenil. Ele traduz, com leveza e imaginação, a missão da IOV — divulgar, proteger e valorizar o folclore e as artes populares — para crianças e jovens, despertando o sentimento de pertencimento e identidade cultural desde cedo.

Cascudinho não ensina de cima para baixo. Ele aprende junto. Observa, escuta, pergunta e compartilha. Representa a ideia de que o futuro da cultura popular começa na infância, quando o encantamento ainda é puro e a curiosidade é um ato natural. Por isso, ele é o representante especial da IOV Infantojuvenil, aproximando novas gerações do universo do folclore de forma lúdica, educativa e sensível.

Em tempos de pressa e esquecimento, Cascudinho nos lembra de algo simples e essencial:
o folclore se transmite quando alguém para para contar — e outro para ouvir.

Assim, Cascudinho segue caminhando, como um pequeno guardião das grandes histórias, ajudando a IOV Brasil a cumprir sua missão de criar o futuro preservando o passado, agora também pelos olhos curiosos das crianças.

CASCUDINHO, MENINO DA MEMÓRIA

(Cordel da IOV Brasil – Pontão de Cultura)

No sertão da imaginação
Nasceu um menino atrevido,
Com livro, verso e cantiga
E o saber bem repartido.
É pequeno no tamanho,
Mas gigante no sentido.

Chamam ele de Cascudinho,
Nome forte, nome antigo,
Carrega nas próprias mãos
O passado como amigo.
Aprendeu com quem veio antes
A nunca andar sozinho.

Escutando os mais velhinhos,
Anotando cada história,
Ele guarda na memória
O que o tempo não levou.
Pois cultura que se perde
É futuro que acabou.

Cascudinho sai pelo mundo
Perguntando, observando:
— “De onde vem essa cantiga
Que o povo vive cantando?”
E a resposta vem no vento
Do saber que vai passando.

Foi assim que ele encontrou
Uma casa de missão:
A tal da IOV Brasil,
Com raiz no coração.
Que virou Pontão de Cultura,
Farol da tradição.

Pontão não é só um nome,
É ponte, é chão, é abraço,
É ligar grupo com grupo
Sem perder nenhum traço.
É dar força ao que é do povo
E guardar cada pedaço.

A IOV, como Pontão,
Une vozes, dança e canto,
Do boi, da ciranda e do coco,
Do repente e do encanto.
Mostra que cultura viva
Não é luxo, é acalanto.

E Cascudinho, bem ligeiro,
Virou guia da meninada,
Mostrando que aprender cultura
É aventura danada.
É brincar, cantar e ouvir
História bem contada.

Ele fala pras crianças:
— “Presta atenção, meu irmão,
Folclore não é passado,
É presente em mutirão.
É memória que caminha
De mão em mão, coração.”

Nas escolas, nos projetos,
Nos vídeos e nos cordéis,
Cascudinho vai mostrando
Os saberes mais fiéis.
Pois criança bem formada
Vira guardiã dos anéis.

Anéis de reisado e festa,
De São João e tradição,
De saber que não se vende
Nem se compra em leilão.
Se aprende com o povo
E se passa com paixão.

Por isso, quando ele fala,
Fala em nome da nação
Que respeita sua história
E protege a criação.
É a IOV Infantojuvenil
Plantando nova geração.

Se o futuro quer resposta,
O passado tem razão:
Ou se cuida da memória
Ou se perde a direção.
Cascudinho sabe disso
E ensina com devoção.

E assim segue o menino
Com cordel, rima e verdade,
Mostrando que cultura viva
É força, é identidade.
E a IOV como Pontão
É ponte pra eternidade.

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