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Relatório Geral e Dossiê – I Congresso Brasileiro de Folcloristas – 2026

IOV  –  ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DE FOLCLORE E ARTES POPULARES

 

RELATÓRIO GERAL E REGISTRO INSTITUCIONAL – I CONGRESSO BRASILEIRO DE FOLCLORISTAS – 1026

FICHA TÉCNICA

Idealização e Promoção Institucional:
IOV Brasil – Pontão de Cultura

Realização (em parceria institucional):
Prefeitura Municipal de Araçatuba/SP
Secretaria Municipal de Cultura de Araçatuba
Centro de Tradições Culturais de Araçatuba

Período de realização:
11 a 15 de março de 2026

Local:
Araçatuba – São Paulo – Brasil

Coordenação Científica:
Coordenação Acadêmica do I Congresso Brasileiro de Folcloristas

RELATÓRIO GERAL

I Congresso Brasileiro de Folcloristas – 2026

Realizado entre os dias 11 e 15 de março de 2026, na cidade de Araçatuba/SP, o I Congresso Brasileiro de Folcloristas, promovido pela IOV Brasil — Pontão de Cultura, consolidou-se como um marco histórico para o campo das culturas populares no Brasil.

Mais do que um evento, o Congresso representou a construção de um espaço nacional de articulação entre saberes acadêmicos e saberes tradicionais, reunindo pesquisadores, mestres da cultura, professores, artistas, gestores culturais e agentes de diversas regiões do país.

Com o tema “Dos rituais às mídias sociais – Tradição e Saberes para as Novas Gerações”, o encontro propôs uma reflexão ampla sobre o papel do folclore na contemporaneidade, conectando memória, identidade e futuro.

  1. ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO CIENTÍFICA

A programação científica foi estruturada a partir de oito eixos temáticos, organizados com rigor conceitual e relevância acadêmica, promovendo uma abordagem interdisciplinar que envolveu áreas como Antropologia, Sociologia, História, Educação, Comunicação, Geografia Cultural e Estudos do Patrimônio.

As mesas temáticas constituíram o núcleo central do Congresso, promovendo diálogo qualificado entre teoria e prática, território e pesquisa, tradição e inovação:

  • Fundamentação Teórica do Folclore Brasileiro
  • Rituais, Festas e Manifestações Populares
  • Saberes Tradicionais e Oralidade
  • Folclore, Educação e Formação Cultural
  • Folclore, Mídias e Novas Linguagens
  • Políticas Culturais, Direitos Humanos e Salvaguarda
  • Juventude, Futuro e Continuidade Cultural
  • Música, Corpo e Danças Populares

Cada mesa reuniu especialistas, pesquisadores e mestres da cultura, assegurando diversidade de perspectivas e profundidade analítica.

  1. DIMENSÃO ACADÊMICA E CULTURAL

O Congresso consolidou-se como um espaço legítimo de produção e difusão do conhecimento, reafirmando o folclore como campo científico estratégico.

Ao mesmo tempo, fortaleceu a valorização da oralidade, da memória coletiva e das práticas culturais como dimensões essenciais do patrimônio imaterial brasileiro.

As comunicações científicas, exposições, oficinas e vivências culturais ampliaram o alcance do evento, promovendo integração entre universidade, territórios culturais e comunidades tradicionais.

  1. PROGRAMAÇÃO E EXPERIÊNCIA VIVIDA

A programação integrou atividades acadêmicas, culturais e formativas, criando uma experiência imersiva para os participantes.

Desde os momentos de acolhimento e vivências no território caipira até as mesas de debate, oficinas e apresentações culturais, o Congresso foi marcado por:

  • Forte participação nacional (representantes de 15 estados)
  • Integração entre teoria e prática
  • Valorização das expressões culturais locais
  • Ambientes de escuta, troca e construção coletiva

O evento também contou com momentos simbólicos de grande significado, como:

  • A cerimônia de abertura com musicalidade tradicional
  • A homenagem aos mestres da cultura popular
  • O cerimonial de plantio da árvore, representando continuidade e futuro
  1. DESTAQUES INSTITUCIONAIS

Entre os momentos de maior relevância, destacam-se:

  • A participação internacional com mensagem da presidência mundial da IOV
  • O lançamento oficial do Hino da IOV Brasil
  • O Ato de Consagração dos Mestres Imortais
  • A construção coletiva da Carta Brasileira dos Folcloristas

Essas ações reforçam o papel do Congresso como articulador de políticas, pensamento e identidade cultural.

  1. HOMENAGEM E MEMÓRIA

O Congresso também foi espaço de reverência e memória, registrando a homenagem in memoriam ao Mestre José Augustinho dos Santos – Zé Burrego.

Sua trajetória foi reconhecida como expressão viva da cultura popular brasileira, reafirmando o princípio de que os mestres permanecem através de seus ensinamentos, práticas e legados.

  1. LEGADOS E RESULTADOS

O I Congresso Brasileiro de Folcloristas deixa contribuições concretas e estruturantes:

  • Publicação dos Anais do Congresso
  • Elaboração da Carta Brasileira dos Folcloristas
  • Fortalecimento de redes acadêmicas e culturais
  • Ampliação do diálogo entre instituições e territórios
  • Consolidação de um movimento nacional organizado

Mais do que reflexões, o evento gerou diretrizes e caminhos para o futuro da cultura popular no Brasil.

  1. PARCERIAS E REALIZAÇÃO

A realização do Congresso foi possível graças à articulação institucional entre:

  • IOV Brasil – Pontão de Cultura
  • Prefeitura Municipal de Araçatuba
  • Secretaria Municipal de Cultura
  • Centro de Tradições Culturais

Além do trabalho fundamental de equipes, colaboradores e voluntários.

  1. SÍNTESE INSTITUCIONAL

O I Congresso Brasileiro de Folcloristas não foi apenas um evento, foi o início de um movimento.

Um movimento que reconhece o passado, atua no presente e projeta o futuro das culturas populares brasileiras com responsabilidade, consistência e visão.

Em um país de dimensões culturais tão vastas, iniciativas como esta reafirmam que o folclore não é apenas objeto de estudo, é fundamento de identidade.

E quando o saber do povo encontra espaço, estrutura e reconhecimento, o Brasil se fortalece como nação.

  1. REGISTRO DAS MESAS TEMÁTICAS

A programação científica do I Congresso Brasileiro de Folcloristas constituiu-se como o eixo estruturante do evento, articulando produção acadêmica, saberes tradicionais e experiências territoriais.

Organizadas a partir de oito eixos temáticos, as mesas promoveram debates aprofundados sobre o folclore brasileiro em suas múltiplas dimensões teórica, simbólica, social, política e estética, reunindo pesquisadores, mestres da cultura, artistas e gestores culturais.

Além das exposições principais, cada mesa integrou comunicações científicas, fortalecendo o diálogo entre a pesquisa acadêmica e as práticas culturais vivas.

A seguir, apresenta-se o registro oficial das mesas temáticas.

 

MESA 1 – RAÍZES DO FOLCLORE BRASILEIRO

Eixo 1 – Fundamentação Teórica do Congresso

Mediação:
Andriolli Costa – Presidente da Rede Folkcom. Doutor em Comunicação e Informação.

Ementa:
Discussão dos fundamentos teóricos do folclore brasileiro, com ênfase nos mitos fundadores, memória cultural, identidade nacional e processos estruturantes das tradições populares.

Palestrantes:

  • Eduardo Benzatti
    Pindorama: mito fundador e sua relação com o folclore brasileiro
  • Eneida Paes e Lima
    Educação, folclore e identidade no Brasil do século XIX: memória e resistência cultural
  • Cesar Gomes da Silva
    Festa, espaço e território: tradição e modernidade na reconfiguração cultural no universo boiadeiro

Comunicação Científica:

  • Márcia Cristina Borges da Silva
    Gênero, memória e tradição: a construção cultural da mulher nos contextos folclóricos brasileiros

 

MESA 2 – RITUAIS, FESTAS E MANIFESTAÇÕES POPULARES

Eixo 2 – O folclore em ação comunitária

Mediação:
Josier Ferreira da Silva – Historiador e geógrafo, doutor em Educação.

Ementa:
Análise das festas e rituais populares como formas de organização comunitária, resistência cultural e expressão simbólica das identidades coletivas.

Palestrantes:

  • William Augusto Pereira
    O maracatu como ritual de resistência, ancestralidade e organização comunitária
  • Verônica Inaciola Costa de Farias
    Ritual, religiosidade e corpo: dimensão simbólica das festas populares brasileiras

Comunicação Científica:

  • Denise Azeredo
    A veste do sagrado: indumentária das mulheres de fé nas religiões afro-brasileiras

 

MESA 3 – SABERES TRADICIONAIS E ORALIDADE

Eixo 3 – A palavra, a memória e o território

Mediação:
Alice Monteiro Lima – Pesquisadora em gestão cultural e políticas públicas.

Ementa:
Reflexão sobre a transmissão oral dos saberes tradicionais e a constituição da memória coletiva nas narrativas populares.

Palestrantes:

  • Anildomá Willans de Souza
    Lampião: entre o homem histórico e a lenda popular
  • Maria Cleonice
    Mulheres no cangaço: memória, resistência e protagonismo feminino
  • Josier Ferreira da Silva
    Território, memória e sustentabilidade cultural no Cariri

Comunicação Científica:

  • Rita Edvanira de Sá et al.
    A Tenda da Salvaguarda como fortalecimento patrimonial nas festas de Santo Antônio de Barbalha – CE

 

MESA 4 – FOLCLORE, EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO CULTURAL

Eixo 4 – A tradição como processo educativo

Mediação:
Lúcia Brunelli – Pesquisadora, coreógrafa e mestre em Educação.

Ementa:
O papel das manifestações culturais populares nos processos educativos formais e não formais.

Palestrantes:

  • Fernanda Colli
    Dança e tradição como processo educativo e pertencimento escolar
  • Cristina Rolim Wolffenbüttel
    Educação musical e cultura popular: formação e transmissão de saberes
  • Antônio Diniz
    O figurino como linguagem pedagógica do folclore

Comunicação Científica:

  • Heloísa Veloso Dumont
    Por uma trilha de fitas: pedagogias culturais do grupo Fitas de Montes Claros – MG

 

MESA 5 – FOLCLORE, MÍDIAS E NOVAS LINGUAGENS

Eixo – Tradição em diálogo com o presente

Mediação:
Luciane Brum – Pesquisadora em políticas culturais e educação.

Ementa:
Análise da presença do folclore nas mídias contemporâneas, digitalização e novas linguagens de difusão cultural.

Palestrantes:

  • Andriolli Costa
    Folkcomunicação e narrativas digitais: o folclore algorítmico
  • Fernanda Machado
    Registro digital e salvaguarda da memória cultural brasileira
  • Wagner Ufracker da Silva (Zé da Lua)
    Da tradição oral às mídias comunitárias: comunicação de resistência

Comunicação Científica:

  • Cristina Rolim Wolffenbüttel
    O campo da pesquisa em folclore: produção brasileira e cenário global

 

MESA 6 – POLÍTICAS CULTURAIS, DIREITOS HUMANOS E SALVAGUARDA

Eixo – Proteção, políticas públicas e futuro

Mediação:
Eduardo Benzatti

Ementa:
Debate sobre políticas culturais, direitos culturais e estratégias institucionais de salvaguarda do patrimônio imaterial.

Palestrantes:

  • Luciane Brum
    Educação, identidade e políticas públicas na salvaguarda cultural
  • Lilian Vogel
    Folclore e patrimônio imaterial: da pesquisa à salvaguarda institucional
  • Sebastião José Soares (MinC)
    Políticas nacionais de promoção das culturas tradicionais

Participação especial:

  • George Ciro Monteiro de Farias
    Políticas públicas municipais e salvaguarda cultural no Cariri paraibano

Comunicação Científica:

  • Alice Monteiro Lima
    Gestão cultural e festivais de folclore: políticas públicas e salvaguarda territorial

 

MESA 7 – JUVENTUDE, FUTURO E CONTINUIDADE DO FOLCLORE

Eixo – Quem herda, recria e segue adiante

Mediação:
Lilian Vogel

Ementa:
Reflexão sobre o papel das juventudes na transmissão e reinvenção das tradições culturais.

Palestrantes:

  • Lúcia Brunelli
    Juventude e tradição: novos narradores da cultura popular
  • Márcia Cristina Borges da Silva
    A mulher gaúcha, o folclore e o tradicionalismo
  • Paulo Niccoli Ramírez
    Memória e identidade nas novas gerações

Comunicação Científica:

  • Fernanda Colli
    Território caipira e juventude: recriar para permanecer

 

MESA 8 – MÚSICA, CORPO E DANÇAS POPULARES

Eixo – O folclore em estado de celebração

Mediação:
Cristina Rolim Wolffenbüttel

Ementa:
Reflexão sobre manifestações musicais, coreográficas e visuais como expressões da memória cultural e da transmissão intergeracional.

Palestrantes:

  • Gabriel Martins (Mestre Gabi)
    O samba no corpo: ritualidade e transmissão cultural
  • Venézia de Almeida Martins
    O pavilhão como memória viva: dança e ancestralidade
  • Amarildo de Mello Nunes
    Estética da celebração: o carnaval como patrimônio cultural

Comunicação Científica:

  • Elaine Barreto
    O corpo como território de memória nas danças populares

Encerramento das mesas temática:

O conjunto de mesas temáticas constitui o eixo estruturante do I Congresso Brasileiro de Folcloristas, consolidando um espaço interdisciplinar de produção e circulação de saberes, no qual diferentes campos do conhecimento dialogam com as culturas populares, fortalecendo a articulação entre ciência, tradição e contemporaneidade.

✔ Fica limpo
✔ Fica institucional
✔ Fica com cara de publicação acadêmica de verdade

10. COMUNICAÇÕES CIENTÍFICAS

O Congresso contou com a apresentação de trabalhos científicos que evidenciam a diversidade temática, regional e metodológica das pesquisas em folclore no Brasil, reafirmando o caráter plural e interdisciplinar do campo.

As comunicações foram distribuídas entre as mesas temáticas conforme sua aderência conceitual, fortalecendo a coerência acadêmica da programação e promovendo o diálogo entre teoria, prática e territorialidades culturais.

Os trabalhos apresentados contemplaram reflexões sobre memória, corpo, identidade, educação, religiosidade, políticas culturais e salvaguarda do patrimônio imaterial, ampliando o escopo de análise das culturas populares brasileiras.

Trabalhos apresentados

  • Alice Monteiro Lima
    Gestão cultural e festivais de folclore: políticas públicas e salvaguarda territorial
  • Cristina Rolim Wolffenbuttel
    O campo da pesquisa em folclore: produção brasileira e cenário global
  • Denise Azeredo
    A veste do sagrado: indumentária das mulheres de fé nas religiões afro-brasileiras
  • Elaine Barreto
    O corpo como território de memória nas danças populares
  • Fernanda Colli
    Território caipira e juventude: recriar para permanecer
  • Heloísa de Lourdes Veloso Dumont
    Pedagogias culturais do grupo Fitas de Montes Claros – MG
  • Márcia Cristina Borges da Silva
    Gênero, memória e tradição nos contextos folclóricos brasileiros
  • Rita Edvanira de Sá
    A Tenda da Salvaguarda como fortalecimento patrimonial nas festas de Santo Antônio de Barbalha – CE

Encerramento da seção

As comunicações científicas apresentadas neste Congresso reforçam o compromisso com a produção e difusão do conhecimento no campo do folclore, evidenciando a relevância das pesquisas para a compreensão, valorização e salvaguarda das culturas populares brasileiras.

  1. APRESENTAÇÃO DE PÔSTER

Trabalhos apresentados:

  • O Maracatu Cearense: Origens, Transformações e Identidade Cultural
    Autores: Lairton dos Santos Guedes e Antônio Clerton Vieira da Silva

Eixo Temático: Rituais, Festas e Manifestações Populares

  • Grandes Terreiros Juninos
    Autores: Rosimere Quaresma de Oliveira e Jailton José Vital de Oliveira

Eixo Temático: Rituais, Festas e Manifestações Populares

 

  • Danças folclóricas e populares nos periódicos de extensão: revisão sistemática de literatura.

Autora: Beatriz G. Souza

12. CORPO DE PALESTRANTES

O Congresso reuniu um corpo qualificado de pesquisadores, mestres da cultura, artistas, educadores e gestores culturais, consolidando um espaço plural de produção, circulação e difusão de conhecimento no campo do folclore brasileiro.

A diversidade de trajetórias acadêmicas, artísticas e institucionais dos participantes reafirma o caráter interdisciplinar do evento e sua relevância como espaço de articulação entre saberes tradicionais e produção científica contemporânea.

Lista de palestrantes

  • Amarildo de Mello Nunes – Museólogo, artista plástico e carnavalesco, com atuação em cultura popular e carnaval brasileiro.
  • Andriolli Costa – Prof. Dr., presidente da Rede Folkcom, pesquisador em folkcomunicação e comunicação e informação.
  • Anildomá Willans de Souza – Pesquisador e mestre da cultura popular, com atuação no folclore nordestino e na tradição oral.
  • Antônio Diniz – Pesquisador da cultura popular e indumentária tradicional, com ênfase em vestimentas e simbologias do folclore.
  • Cesar Gomes da Silva – Prof., historiador e pesquisador em geografia humana e festas populares.
  • Cleonice Maria dos Santos – Historiadora e pesquisadora em cultura popular nordestina, com ênfase no protagonismo feminino no cangaço, memória social e resistência cultural.
  • Cristina Rolim Wolffenbüttel – Profa. Dra., pesquisadora em folclore, música e internacionalização científica.
  • Eduardo Benzatti – Prof. Dr., antropólogo e pesquisador em mito, identidade e pensamento simbólico.
  • Eneida Paes e Lima – Profa., pesquisadora em educação, cultura e memória social.
  • Fernanda Colli – Profa., arte-educadora e pesquisadora em dança, tradição e educação, especialista em Folclore.
  • Fernanda Machado – Pesquisadora em cultura popular e políticas culturais, com atuação em salvaguarda e gestão cultural.
  • Gabriel de Souza Martins (Mestre Gabi) – Mestre da Cultura Popular, pesquisador do samba e do carnaval brasileiro, com atuação em cultura carnavalesca e transmissão de saberes tradicionais.
  • George Ciro Monteiro de Farias – Gestor público e articulador de políticas culturais.
  • Josier Ferreira da Silva – Prof. Dr. Historiador e pesquisador dos saberes tradicionais do Cariri.
  • Lilian Vogel – Pesquisadora em patrimônio imaterial e políticas culturais, com atuação em salvaguarda e gestão do patrimônio.
  • Luciane Brum – Profa. Esp. Pesquisadora em políticas culturais e educação.
  • Lúcia Brunelli – Profa. Pesquisadora em juventude, dança e tradição cultural.
  • Márcia Cristina Borges da Silva – Profa., historiadora e pesquisadora em memória e gênero.
  • Paulo Niccoli Ramírez – Prof. Dr., filósofo e pesquisador em ciências sociais e antropologia.
  • Sebastião José Soares – Prof. Dr., diretor de Promoção de Culturas Tradicionais do Ministério da Cultura, pesquisador em ciências sociais e educação, especialista em Gestão e Políticas Culturais (Cátedra UNESCO – Universidade de Girona).
  • Verônica Inaciola Costa de Farias – Pesquisadora em religiosidade e festas populares, com atuação em cultura afro-brasileira.
  • Wagner Ufracker da Silva (Zé da Lua) – Artista brincante e comunicador popular, com atuação em cultura tradicional e mídia comunitária.
  • William Augusto Pereira – Pesquisador das manifestações culturais afro-brasileiras, com atuação em cultura e ancestralidade.

Encerramento da seção

O conjunto de palestrantes deste Congresso evidencia a amplitude e a profundidade do campo do folclore no Brasil, reunindo diferentes áreas do conhecimento e experiências territoriais que fortalecem o diálogo entre ciência, cultura e tradição.

  1. NOTA PARA OS ANAIS

As comunicações orais foram distribuídas entre as mesas temáticas de acordo com a aderência conceitual aos respectivos eixos, promovendo integração entre produção acadêmica e debates estruturantes do Congresso.

Cada trabalho contribuiu para o aprofundamento das discussões, articulando teoria, prática, território e perspectivas de futuro das culturas populares brasileiras.

  1. Síntese Geral do Congresso

O I Congresso Brasileiro de Folcloristas consolidou-se como um marco histórico na articulação entre saberes acadêmicos e saberes tradicionais no Brasil contemporâneo. Ao reunir pesquisadores, mestres da cultura, artistas, educadores, gestores e agentes culturais de diversas regiões do país, o evento reafirmou o folclore como um campo vivo de produção de conhecimento, identidade e pertencimento.

As mesas temáticas estruturaram o eixo central das discussões, promovendo um diálogo interdisciplinar entre Antropologia, História, Educação, Comunicação, Sociologia, Geografia Cultural e Estudos do Patrimônio. Esse conjunto de debates evidenciou a complexidade das culturas populares brasileiras e sua potência como campo científico, educativo e político.

As comunicações científicas apresentadas ampliaram significativamente o escopo das reflexões, trazendo contribuições que abordam memória, corpo, religiosidade, gênero, juventude, políticas culturais e salvaguarda do patrimônio imaterial. A diversidade dos temas e territórios representados reafirma a dimensão nacional do Congresso e sua relevância como espaço de circulação do conhecimento.

Os pôsteres científicos e demais atividades formativas complementaram a programação, fortalecendo a integração entre pesquisa, prática cultural e formação acadêmica. Nesse sentido, o Congresso não se limitou à apresentação de resultados, mas configurou-se como um espaço de construção coletiva de pensamento sobre o Brasil e suas múltiplas expressões culturais.

Mais do que um evento científico, este Congresso representou a afirmação de um movimento. Um movimento que reconhece a centralidade dos mestres da cultura, valoriza a oralidade, respeita os territórios de saber e projeta o futuro das culturas populares a partir de suas próprias raízes.

Ao final desta edição, permanece o legado de um encontro que não apenas registrou conhecimentos, mas também fortaleceu vínculos, ampliou redes de pesquisa e reafirmou o compromisso com a preservação e a reinvenção das tradições culturais brasileiras.

Em um país de dimensões continentais e diversidade cultural profunda, iniciativas como esta demonstram que o folclore não é apenas objeto de estudo, mas fundamento de identidade, memória e futuro.

Encerramento institucional

O I Congresso Brasileiro de Folcloristas encerra seus trabalhos reafirmando seu compromisso com a valorização das culturas populares, com a produção científica qualificada e com o fortalecimento das redes de pesquisa e ação cultural no Brasil.

Que este registro permaneça como memória viva e instrumento de continuidade, inspirando novas pesquisas, novas articulações e novos encontros.

 

REFERÊNCIAS

Anais do I Congresso Brasileiro de Folcloristas – 2026

🔹1. Fundamentação teórica do folclore e identidade cultural (Mesa 1)

BURKE, Peter. Cultura popular na Idade Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

CANCLINI, Néstor García. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: Edusp, 2015.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.

LÉVI-STRAUSS, Claude. O pensamento selvagem. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976.

 

🔹 2. Rituais, festas e manifestações populares (Mesa 2)

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é folclore. São Paulo: Brasiliense, 2006.

DURKHEIM, Émile. As formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

DA MATTA, Roberto. Carnavais, malandros e heróis. Rio de Janeiro: Zahar, 1997.

🔹 3. Saberes tradicionais e oralidade (Mesa 3)

ONG, Walter J. Oralidade e escrita: tecnologias da palavra. Campinas: Papirus, 1998.

PORTELLI, Alessandro. A filosofia e os fatos: narrativa e história oral. São Paulo: Letra e Voz, 2016.

HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2006.

🔹 4. Folclore, educação e formação cultural (Mesa 4)

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A educação como cultura. São Paulo: Brasiliense, 2002.

UNESCO. Educação para a cidadania cultural e diversidade. Paris: UNESCO, 2019.

🔹 5. Folclore, mídias e novas linguagens (Mesa 5)

MARTÍN-BARBERO, Jesús. Dos meios às mediações. Rio de Janeiro: UFRJ, 2009.

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2011.

JENKINS, Henry. Cultura da convergência. São Paulo: Aleph, 2009.

🔹 6. Políticas culturais, direitos humanos e salvaguarda (Mesa 6)

BRASIL. Ministério da Cultura. Política Nacional de Cultura Viva. Brasília: MinC, 2024.

UNESCO. Convenção para a salvaguarda do patrimônio cultural imaterial. Paris: UNESCO, 2003.

FONSECA, Maria Cecília Londres. O patrimônio em processo. Rio de Janeiro: UFRJ, 2009.

🔹 7. Juventude, continuidade e transmissão cultural (Mesa 7)

CANDAU, Vera Maria Ferrão. Educação intercultural e direitos humanos. Petrópolis: Vozes, 2012.

DAYRELL, Juarez. A escola “faz” as juventudes? Belo Horizonte: UFMG, 2007.

BOURDIEU, Pierre. A reprodução. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1998.

🔹 8. Música, corpo e danças populares (Mesa 8)

BLACKING, John. How musical is man? Seattle: University of Washington Press, 1973.

SEFAR, José Miguel Wisnik. O som e o sentido. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

TAYLOR, Diana. O arquivo e o repertório. Belo Horizonte: UFMG, 2013.

🔹 9, BASE INSTITUCIONAL DO CONGRESSO

IOV BRASIL. Documentos institucionais e relatórios de atividades culturais. Araçatuba: IOV Brasil, 2026.

REDE FOLKCOM. Produções e estudos em folkcomunicação no Brasil. Brasil, 2025.

BRASIL. Ministério da Cultura. Diretrizes para políticas culturais e patrimônio imaterial. Brasília, 2024.

 

NOTA FINAL

Esta bibliografia foi organizada de forma a refletir os eixos estruturantes do Congresso, articulando referenciais clássicos e contemporâneos que sustentam os debates apresentados nas mesas temáticas, comunicações científicas e atividades formativas.

 

AGRADECIMENTOS

A IOV Brasil – Pontão de Cultura registra seu agradecimento a todas as instituições parceiras, equipes técnicas, pesquisadores, mestres da cultura, palestrantes, comunicadores, voluntários e participantes que contribuíram para a realização do I Congresso Brasileiro de Folcloristas.

O sucesso deste encontro só foi possível graças ao compromisso coletivo com a valorização das culturas populares e ao esforço conjunto na construção de um espaço de diálogo, pesquisa e celebração da diversidade cultural brasileira.

 

Coordenação Geral

IOV Brasil – Pontão de Cultura
Coordenação Nacional de Projetos e Programas Culturais

Responsável pela concepção, articulação institucional, curadoria científica e organização geral do Congresso.

Comissão Organizadora

Prefeitura Municipal de Araçatuba/SP
Secretaria Municipal de Cultura de Araçatuba
Centro de Tradições Culturais

Responsáveis pela infraestrutura local, apoio logístico, articulação territorial e execução das atividades presenciais.

Coordenação Científica

Coordenação Acadêmica do I Congresso Brasileiro de Folcloristas

Responsável pela estruturação das mesas temáticas, curadoria das comunicações científicas e organização dos eixos teóricos do evento.

REGISTRO E VALIDAÇÃO INSTITUCIONAL

Este relatório é resultado da sistematização das atividades realizadas no I Congresso Brasileiro de Folcloristas, promovido pela IOV Brasil – Pontão de Cultura, em parceria com instituições públicas, educacionais e culturais, no período de 11 a 15 de março de 2026, na cidade de Araçatuba/SP.

Sua elaboração tem caráter documental, científico e institucional, registrando as ações, debates, produções acadêmicas e culturais que compuseram o evento.

Este relatório é reconhecido e validado pela IOV Brasil – Pontão de Cultura como registro oficial das atividades do I Congresso Brasileiro de Folcloristas, servindo como documento de memória institucional, referência acadêmica e base para publicações futuras.

 

Araçatuba/SP, março de 2026

IOV Brasil – Pontão de Cultura
Criando o futuro para preservar o passado

DOSSIÊ INSTITUCIONAL OFICIAL

I CONGRESSO BRASILEIRO DE FOLCLORISTAS – 2026
IOV Brasil – Pontão de Cultura

 

  1. APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL

O I Congresso Brasileiro de Folcloristas, realizado entre os dias 11 e 15 de março de 2026, na cidade de Araçatuba/SP, constitui-se como um marco histórico no fortalecimento das culturas populares brasileiras.

Promovido pela IOV Brasil – Pontão de Cultura e realizado pelo Centro de Tradições Culturais de Araçatuba, em parceria com a Prefeitura Municipal de Araçatuba, o evento consolidou um espaço inédito de articulação entre o saber acadêmico e o saber tradicional, reunindo representantes de 15 estados brasileiros.

Mais do que um encontro, o Congresso representou a construção de um movimento nacional estruturado, comprometido com a valorização, a salvaguarda e a projeção do folclore brasileiro.

  1. IDENTIFICAÇÃO DO EVENTO
  • Nome: I Congresso Brasileiro de Folcloristas
    • Realização: IOV Brasil – Pontão de Cultura
    • Período: 11 a 15 de março de 2026
    • Local: Araçatuba/SP
    • Tema:
    “Dos rituais às mídias sociais – Tradição e saberes para as novas gerações”
  1. OBJETIVOS
  • Promover o intercâmbio de saberes entre academia e tradição
    • Fortalecer o campo científico do folclore no Brasil
    • Valorizar mestres e detentores de saberes populares
    • Estimular políticas públicas e estratégias de salvaguarda
    • Consolidar redes nacionais e internacionais de cultura popular
  1. ESTRUTURA CIENTÍFICA

O Congresso foi organizado em oito eixos temáticos:

  1. Fundamentação Teórica do Folclore Brasileiro
  2. Rituais, Festas e Manifestações Populares
  3. Saberes Tradicionais e Oralidade
  4. Folclore, Educação e Formação Cultural
  5. Folclore, Mídias e Novas Linguagens
  6. Políticas Culturais, Direitos Humanos e Salvaguarda
  7. Juventude, Futuro e Continuidade Cultural
  8. Música, Corpo e Danças Populares

As mesas acadêmicas reuniram pesquisadores, doutores, mestres da cultura e especialistas, garantindo consistência científica e diversidade de perspectivas.

  1. PROGRAMAÇÃO E ATIVIDADES

Ao longo dos cinco dias, foram realizadas:

  • Mesas acadêmicas
    • Comunicações científicas
    • Exposições culturais
    • Oficinas formativas
    • Vivências simbólicas
    • Apresentações artísticas

O evento promoveu a integração entre teoria e prática, consolidando um ambiente de troca, escuta e construção coletiva.

  1. DESTAQUES INSTITUCIONAIS

Entre os principais marcos do Congresso, destacam-se:

  • Lançamento oficial do Hino da IOV Brasil
    • Ato de Consagração dos Mestres Imortais da Cultura Popular
    • Construção coletiva da Carta Brasileira dos Folcloristas
    • Participação internacional, por meio de mensagem da presidência mundial da IOV
    • Organização dos Anais do Congresso, com apoio da UNIJUÍ
  1. HOMENAGEM IN MEMORIAM

Foi prestada homenagem ao:

Mestre José Augustinho dos Santos – Zé Burrego

Reconhecido como guardião de saberes e referência da cultura popular brasileira, sua trajetória foi reverenciada como expressão viva da memória cultural do país.

Fica registrado que sua contribuição permanece como legado permanente, inspirando novas gerações.

  1. RESULTADOS E ENCAMINHAMENTOS

O Congresso resultou em:

  • Consolidação de uma rede nacional de folcloristas
    • Estruturação da Carta Brasileira dos Folcloristas
    • Fortalecimento da relação entre academia e tradição
    • Diretrizes para políticas culturais e ações futuras
    • Produção científica organizada para publicação
  1. REGISTRO REFLEXIVO

Como elemento simbólico, registrou-se o uso proposital da grafia “FLOCLORE” em material do evento, como provocação crítica.

Tal ação evidenciou a necessidade de ampliar o entendimento social sobre o folclore, reforçando o papel educativo do Congresso.

  1. ATA OFICIAL DO CONGRESSO

Aos onze dias do mês de março do ano de dois mil e vinte e seis, na cidade de Araçatuba, Estado de São Paulo, teve início o I Congresso Brasileiro de Folcloristas, promovido pela IOV Brasil — Pontão de Cultura, em parceria com a Prefeitura Municipal de Araçatuba, por meio de sua Secretaria Municipal de Cultura, e com o Centro de Tradições Culturais de Araçatuba, estendendo-se suas atividades até o dia quinze de março do mesmo ano.

O referido Congresso consolidou-se como marco relevante para o campo das culturas populares brasileiras, reunindo participantes de diferentes regiões do território nacional, representando quinze estados da federação, entre pesquisadores, professores, mestres da cultura popular, artistas, estudantes e agentes culturais, com a finalidade de promover o intercâmbio de saberes, a valorização das culturas populares e o fortalecimento institucional do folclore no Brasil.

O evento foi desenvolvido sob o tema “Dos rituais às mídias sociais – Tradição e Saberes para as Novas Gerações”, tendo sua programação estruturada em oito eixos temáticos, abrangendo as seguintes áreas: fundamentação teórica do folclore brasileiro; rituais, festas e manifestações populares; saberes tradicionais e oralidade; folclore, educação e formação cultural; folclore, mídias e novas linguagens; políticas culturais, direitos humanos e salvaguarda; juventude, futuro e continuidade cultural; e música, corpo e danças populares.

Durante o período de realização, foram promovidas mesas acadêmicas, comunicações científicas, exposições, oficinas, vivências culturais e apresentações artísticas, assegurando a integração entre o saber acadêmico e os saberes tradicionais.

Registra-se que a cerimônia oficial de abertura foi marcada pela presença de autoridades, representantes institucionais e lideranças culturais, bem como por manifestações artísticas representativas da cultura brasileira, conferindo caráter simbólico e institucional ao início dos trabalhos.

Registra-se, ainda, a participação institucional de caráter internacional, por meio de mensagem oficial da presidência mundial da IOV, o que reforçou a inserção do Congresso no contexto global de promoção das culturas tradicionais.

No curso da programação, destacaram-se, entre outros momentos relevantes:

  • o lançamento oficial do Hino da IOV Brasil, fortalecendo a identidade institucional da entidade;
  • o Ato de Consagração dos Mestres Imortais da cultura popular, em reconhecimento àqueles que contribuem para a preservação e transmissão dos saberes tradicionais;
  • e o processo de construção coletiva da Carta Brasileira dos Folcloristas, documento destinado a estabelecer princípios, diretrizes e compromissos para a valorização, salvaguarda e difusão das culturas populares no país.

Fica igualmente registrado que os trabalhos apresentados no Congresso serão organizados e publicados nos Anais do evento, com apoio institucional da UNIJUÍ, garantindo a preservação e difusão do conhecimento científico e cultural produzido.

Durante a realização do Congresso, foi prestada homenagem in memoriam ao Mestre José Augustinho dos Santos, conhecido como Zé Burrego, em reconhecimento à sua relevante contribuição à cultura popular brasileira, ficando registrado o respeito e a reverência à sua memória.

Registra-se, ainda, que o evento contou com ampla participação e envolvimento dos presentes, resultando na organização de encaminhamentos futuros voltados ao fortalecimento do campo do folclore no Brasil.

Ao final, no dia quinze de março do ano de dois mil e vinte e seis, procedeu-se ao encerramento oficial do Congresso, com avaliação das atividades realizadas e formalização dos desdobramentos institucionais.

Nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata, que, lida e achada conforme, segue assinada para os devidos fins de direito.

  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O I Congresso Brasileiro de Folcloristas não se encerra em sua programação.

Ele inaugura um movimento.

Um movimento que reconhece o passado, organiza o presente e projeta o futuro das culturas populares brasileiras.

Porque, no fim das contas — e isso é sabedoria antiga que nunca falha —
quando o saber do povo encontra estrutura,
ele deixa de resistir… e passa a liderar.

 

Araçatuba/SP, 15 de março de 2026.

 

ANTONIO CLERTON VIEIRA DA SILVA
Representante da IOV Brasil

 

EDUARDO BENZATTI DO CARMO
Presidente do Comitê Científico

 

AMARILDO DE MELLO

Testemunha

 

 

 

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