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Fitas – Grupo de Tradições Folclóricas

IOV  –  ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DE FOLCLORE E ARTES POPULARES

 

O FITAS – Grupo de Tradições Folclóricas é um grupo de Montes Claros (MG), e que também mantém um grupo infantil chamado FITINHAS.  O grupo é conhecido internacionalmente e tem como objetivo valorizar as tradições culturais do país, buscando não apenas a apresentação, mas também a educação patrimonial por meio de sua atuação. 

HISTÓRICO

Fundado em 2005 em Montes Claros, no Norte de Minas, o Fitas – Grupo de Tradições Folclóricas tem o objetivo de resgatar, celebrar e divulgar a riqueza do folclore popular brasileiro e, em especial, do norte-mineiro, através de danças, músicas, vestimentas e poesia.
O Fitas realiza um permanente trabalho de pesquisa cultural e de criação artística, estudando e reinterpretando manifestações culturais tradicionais dos quatro cantos do Brasil, como o jongo, o carimbó, as danças gaúchas, o candomblé, o xaxado e o maracatu.
Durante esses anos, o Fitas já se apresentou em diversas cidades e festivais de Minas, do Brasil e da América Latina, levando as cores, a beleza e as tradições do folclore regional e nacional. 
Parceiro do Colégio Marista São José de Montes Claros, o grupo conta com a participação de dançarinos e músicos de variadas idades e áreas de formação; admiradores da cultura engajados na missão de aprender, ensinar e divertir através da arte.

PARTICIPAÇÃO EM FESTIVAIS

  • 9º Festival Internacional de Folclore de São Bernardo do Campo SP – 2008
  • XV Festival Internacional de Danzas Folkloricas de Trujillo – Peru – 2009
  • 32º Festival Internacional de Folclore e 6ª Feira de Negócios do Artesanato de Pernambuco em 2011
  • 40º Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis/RS – 2012
  • X Festival Internacional de Folclore de Minas Gerais – 2012
  • 41º Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis/RS – 2013
  • 1º Encontro Internacional de danças de Montes Claros (um dos realizadores do Evento) – 2014
  • Festival Internacional de Folklore de San Bernardo Chile – 2015
  • 44º Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis/RS – 2016
  • 53º Festival do Folclore Estância Turística na cidade Olímpia SP – 2017
  • I Fest Folk em Rede – Promovido pelo CIOFF Brasil – Abril 2020
  • 50º Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis RS – Julho 2023
  • 60º Festival Nacional do Folclore de Olímpia (FEFOL) – Agosto de 2024

 

Espetáculo

           O Fitas Grupo, no ano de 2014, juntamente com a escritora montesclarense Karla Celene Campos, produziu o Espetáculo intitulado “Pelas trilhas do Brasil”, mostrando danças, poesias e músicas de diversas regiões brasileira. Foram feitas apresentações no auditório do Colégio Marista de Montes Claros e no Teatro do colégio Marista Dom Silveiro em Belo Horizonte MG

DANÇAS QUE COMPÕE O REPERTORIO DO FITAS GRUPO

DANÇAS GAUCHAS

As danças tradicionalistas gaúchas, são marcadas pela influencia das culturas espanhola, portuguesa e francesa. Estão impregnadas do verdadeiro sabor campesino do Rio Grande do Sul, e são legítimas expressões da alma gauchesca. Em todas elas, está presente o espírito de fidalguia e de respeito à mulher, que sempre caracterizou o campesino rio-grandense. Todas dão margem a que o gaúcho extravase sua impressionante teatralidade. Pela tradição Gaúcha a dama é chamada de “prenda” e o cavaleiro de “peão”.

XAXADO

Dança popular brasileira originada nas regiões do Agreste e do Sertão dos estados de Pernambuco e Paraíba, muito praticada no passado pelos cangaceiros da região, em celebração às suas vitórias. Representa uma das únicas heranças culturais deixadas pelo Cangaço. 

O xaxado foi difundido como uma dança de guerra e entretenimento pelos cangaceiros, notoriamente do bando de Lampião, no inicio dos anos 1920.

JONGO

O Jongo é uma dança de origem africana, possivelmente do povo oriundo de Angola. Trazido para o Brasil pelos negros escravos BANTU e insere-se no âmbito das danças de umbigada. Naquela época os senhores brancos, em dias santos e após o trabalho forçado permitiam que os escravos dançassem e cantassem o Jongo como forma de descanso e diversão.

Em meados da década de 70, a cidade do Rio de Janeiro, Mestre Darcy difunde as tradições do Jongo da Serrinha. Em Minas Gerais, é conhecida como dança de Caxambu.

O Fitas- Grupo de tradições folclóricas, apresenta em seu repertório o ”Jongo da Serrinha”, buscando representar a riqueza e a diversidade do folclore brasileiro.

 

FESTAS DE AGOSTO

Manifestação cultural e religiosa, realizada no mês de Agosto nas ruas das cidades do Norte de Minas, em especial na cidade de Montes Claros.

A Festa é composta pelos catopés –representando os negros, A Marujada – representando os portugueses e os Caboclinhos – representando os índios. Muita dança e cantos invadem as ruas da cidade através dos 03 cortejos que reverenciam São Benedito, Divino Espirito Santos e Nossa Senhora Do Rosário.

 

CARIMBÓ

Dança típica do Estado do Pará, na Região Norte, e áreas próximas como Bragança, Salinas e Ilha do Marajó. O nome carimbó aplica-se tanto a dança como a música. É Conhecido nacionalmente com a única dança brasileira onde se percebe a influência dos três povos que formaram a sociedade brasileira: o batuque africano; os instrumentos indígenas e coluna curvada, da forma como dança esse povo; e o estalar de dedos dos portugueses.

Cortejo aos Orixás

O candomblé é uma religião africana, trazida para o Brasil pelos escravos nagôs (iorubas), no período em que os negros desembarcaram para serem escravos. A Igreja Católica proibia o ritual africano, que julgava o ato como criminoso, por isso os escravos cultuavam seus Orixás, Inquices e Vodus omitindo-os em santos católicos.

Os rituais do candomblé são realizados em templos chamados casas, roças ou terreiros. A celebração do ritual é feita pelo pai de santo ou mãe de santo, que inicia o despacho do Exu. Em ritmo de dança, o tambor é tocado e os filhos de santo começam a invocar seus orixás para que os incorporem.

FREVO

O frevo é um ritmomusical e uma dança brasileira  com origem no estado de Pernambuco, misturandomarcha, maxixe e elementos da capoeira. Foi declarado Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2012.

O frevo caracteriza-se pelo ritmo extremamente acelerado, muito executado durante o carnaval. A dança pode ser de duas formas: quando a multidão dança, ou quando passistas realizam os passos mais difíceis, de forma acrobática durante o percurso. O frevo possui mais de 120 passos catalogados.

LAVADEIRAS

As lavadeiras de Almenara, região Norte de Minas Gerais, apresentam uma singular e comovente leitura de antigas canções e danças, temperadas com histórias vividas na beira do rio, ao som de violões e percussões. São cânticos de trabalho, lúdicos e de louvação, de influência africana, indígena e portuguesa. Com essa mistura originou a rica música popular brasileira e  realizam também  um importante trabalho de preservação e divulgação do patrimônio cultural imaterial do Vale do Jequitinhonha.

MARACATU

O Maracatu é uma manifestação cultural extremamente rica em termos estéticos, rítmicos e históricos.

Peça fundamental do folclore pernambucano envolve dança, música, canto, alegria e ritual. Sua história inicia-se no período colonial, no qual portugueses, com a intenção de abrandar os escravos elegiam os seus reis e estes recebiam homenagens com cerimônias nas igrejas, onde cultuavam Nossa

Senhora do Rosário. O final da escravidão fez com que este culto deixasse de existir, perdendo então a sua vertente religiosa e voltando-se para o carnaval.

Existem dois tipos de Maracatu: Baque Virado e Baque Solto ou Rural.

O Fitas Grupo de Tradições Folclóricas apresenta em seu repertório o “Maracatu Do Baque Virado”, que possui indumentária rica em adornos, rendas, bijuterias e tecidos brilhantes, que naquela época, eram doados pelos senhores de escravos. 

DANÇA DO CÔCO

Dança de umbigada, tradicional do Nordeste e do Norte, cuja origem é discutida: há quem acredite que tenha vindo da África com os escravos, e há quem defenda ser ela o resultado do encontro entre as culturas negra e índia. Apesar de mais frequente no litoral, o coco teria surgido no interior, provavelmente no Quilombo dos Palmares. Nasceu da cantiga de trabalho, a partir do ritmo em que os cocos eram quebrados para a retirada da amêndoa, transformando-se, posteriormente, em dança. Também conhecida como samba, pagode ou zambê é dançado em roda, numa forma rítmica altamente contagiante e sensual. Com o aparecimento do baião, o coco sofreu algumas alterações e hoje os dançadores não trocam umbigadas, dançam um sapateado forte, como se estivessem pisoteando o solo ou em uma aposta de resistência.

 

E-mail Institucional:
fitasgrupo@hotmail.com

Diretor Responsável: Marco Aurélio Dumont

 

 

DECLARAÇÃO OFICIAL DE FILIAÇÃO

FITAS – GRUPO DE TRADIÇÕES FOLCLÓRICAS

Montes Claros – Minas Gerais – Brasil

A IOV Brasil – Organização Internacional de Folclore e Artes Populares declara e reconhece oficialmente o Fitas – Grupo de Tradições Folclóricas, de Montes Claros – Minas Gerais, como Grupo Cultural e Artístico Filiado à IOV Brasil, integrando sua rede oficial de grupos e instituições culturais.

A filiação, válida para o período de 2026–2027, reconhece a importância do grupo na preservação, valorização e divulgação do folclore, das tradições e da cultura popular brasileira, fortalecendo sua participação em ações de intercâmbio, formação, festivais e demais iniciativas da IOV Brasil.

A partir de sua filiação, o Fitas – Grupo de Tradições Folclóricas está autorizado a apresentar-se publicamente como “Grupo Cultural e Artístico Filiado à IOV Brasil”, observando os princípios e orientações institucionais da Organização.

Seja bem-vindo à IOV Brasil!

Por uma Cultura de Paz.
Educar para Transformar.

Clerton Vieira
Presidente da IOV Brasil
Diretor Executivo da IOV Continente Americano

São Paulo, 25 de setembro de 2026

 

 

 

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IOV Brasil

Aos vinte e três dias do mês de fevereiro do ano de dois mil e vinte, às oito horas, na Cidade de Nova Petrópolis no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, ocorreu uma Assembleia Geral, com o objetivo de promover todas as formas de arte popular e cultura folclórica como elementos do Patrimônio Cultural Imaterial (ICH), para promover a compreensão e apreciação da diversidade cultural entre todos os povos e, assim, aumentar as perspectivas para a paz mundial.

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